sexta-feira, 13 de setembro de 2013

O Senhor transforma maldição em benção

Evangelistica


O Senhor transforma maldição em benção.


Versículos Ne 13:01-03, Is 38:01-05, Dn 03:29-30; 06:25-27,  Rm 08:28, Fp 01:12 e Cl 01:16.Pregador: Pr. Jayme de Amorim CamposLocal: Igreja Internacional da Graça de DeusData 22/06/2012Referências Bibliográficas: A Bíblia Sagrada (versões Almeida Corrigida e Revisada Fiel e Nova Versão Internacional).
Naquele dia o livro de Moisés foi lido em voz alta diante do povo, e ali achou-se escrito que nenhum amonita ou moabita jamais poderia ser admitido no povo de Deus, pois eles, em vez de dar água e comida aos israelitas, tinham contratado Balaão para invocar uma maldição sobre eles. O nosso Deus, porém, transformou a maldição em bênção (Ne 13:01-03 – NVI).
Se houver alguém dentre nós que está sendo perseguido em seu local de trabalho, em sua família, alguém que foi amaldiçoado por qualquer motivo, que está enfrentando uma doença muito séria, uma dificuldade financeira ou matrimonial, dentre tantas outras coisas, não deve se preocupar, pois o nosso Deus transforma maldição em benção, basta o buscarmos e apresentarmos nossa situação diante dEle. Mas uma coisa deve estar bem clara a todos: não devemos pedir para ficarmos doentes, falidos, etc, para que o Senhor transforme essa maldição em benção. Isso é bobagem, afinal a Palavra diz: não nos induzas à tentação; mas livra-nos do mal (Mt 06:13).
Agora, se estivermos atravessando esses problemas, não devemos desanimar e achar que tudo está perdido, ao contrário, temos essa Promessa do Senhor para nós de que Ele transformará essa coisa ruim em algo extremamente bom para nós, porém, para que isso aconteça, algo que estudaremos mais adiante é fundamental.
Mas agora, vamos ver na Palavra três exemplos de como o Senhor faz isso na vida das pessoas, primeiramente com Sadraque, Mesaque e Abdenego, a outra com Daniel e a última com Ezequias.
A primeira é uma passagem bem conhecida. O rei Nabucodonosor fez uma estátua sua de ouro e baixou um decreto de que todas as pessoas de seu reino deveriam, ao ouvir o som de alguns instrumentos musicais ou de todo tipo de música, deveriam prostrar o rosto em terra e adorar aquela imagem. Os três homens judeus que administravam a província da Babilônia não faziam isso. Então, o rei os aconselhou que fizessem conforme o decreto, entretanto, eles permaneceram firmes e não desobedeceram a Palavra. Os três foram encaminhados para a fornalha ardente aquecida sete vezes. O rei viu dentro da fornalha quatro homens e não três como haviam sido lançados lá dentro, pois o quarto era um anjo de Deus que os protegeu. Ao saírem, todos viram que nada havia acontecido com eles, sequer com suas roupas.
Então, Nabucodonosor disse: Por mim, pois, é feito um decreto, pelo qual todo o povo, e nação e língua que disser blasfêmia contra o Deus de Sadraque, Mesaque e Abednego, seja despedaçado, e as suas casas sejam feitas um monturo; porquanto não há outro Deus que possa livrar como este. Então o rei fez prosperar a Sadraque, Mesaque e Abednego, na província de babilônia (Dn 03:29-30).
Aqueles três homens tinham, aos olhos humanos, um destino já definido: o de serem destruídos pelo fogo na fornalha, mas ainda assim eles não desprezaram a Palavra e se curvaram diante da estátua. O Senhor, que transforma maldição em benção, os livrou da destruição e os fez, através do rei, prosperar muito na Babilônia.
Já a segunda passagem também é muito conhecida. Daniel era um dos três presidentes (ou supervisores, dependendo da tradução) sobre todo o reino de Dario. Ele se destacou tanto entre os presidentes e os príncipes por suas grandes qualidades, que o rei planejava colocá-lo à frente do governo de todo o império. Os demais presidentes e príncipes sempre buscavam motivos para acusar Daniel, mas nunca conseguiram nada. Foi então que eles tiveram a idéia de levar ao rei a proposta de emitir um decreto ordenando que todo aquele que orar a qualquer deus ou a qualquer homem nos próximos trinta dias, exceto a ele, fosse atirado na cova dos leões. Obviamente que Daniel também não saiu da Palavra e orou ao Senhor Deus.
Ele foi lançado na cova dos leões conforme o decreto real, passou a noite inteira lá e absolutamente nada aconteceu a ele. Dario, pois, escreveu a todos os povos, nações e línguas que moram em toda a terra: A paz vos seja multiplicada. Da minha parte é feito um decreto, pelo qual em todo o domínio do meu reino os homens tremam e temam perante o Deus de Daniel; porque ele é o Deus vivo e que permanece para sempre, e o seu reino não se pode destruir, e o seu domínio durará até o fim. Ele salva, livra, e opera sinais e maravilhas no céu e na terra; ele salvou e livrou Daniel do poder dos leões (Dn 06:25-27).
Assim como os outros três homens, Daniel também tinha, aos olhos humanos, um destino definido: o de ser destruído pelos leões. Porém, por ser fiel ao Senhor, essa maldição foi transformada em benção e o Senhor Deus foi exaltado por toda aquela nação.
A terceira passagem é a ocorrida com o Ezequias. Naqueles dias Ezequias adoeceu de uma enfermidade mortal; e veio a ele o profeta Isaías, filho de Amós, e lhe disse: Assim diz o SENHOR: Põe em ordem a tua casa, porque morrerás, e não viverás (Is 38:01). Assim como o rei, muitas pessoas estão enfrentando problemas sérios de saúde e, infelizmente, com diagnósticos terminais assim como ele. Mas o que aconteceu com ele serve para mostrar o que Deus pode fazer por todos nós.
Então virou Ezequias o seu rosto para a parede, e orou ao SENHOR. E disse: Ah! SENHOR, peço-te, lembra-te agora, de que andei diante de ti em verdade, e com coração perfeito, e fiz o que era reto aos teus olhos. E chorou Ezequias muitíssimo (Is 38:02-03). O rei fez o que a maioria de nós faria diante de uma situação como a dele: tentou achar justificativas para o que estava acontecendo. Entretanto, se prestarmos bem atenção à palavras de dele veremos que ele usou os verbos no passado, “andou” e “fez”, ou seja, naquele momento ele já não estava mais andando daquela forma.
Ora, o que Deus queria era ouvir a voz de Ezequias, assim como Ele quer ouvir a nossa, pois temos uma íntima ligação com Ele, afinal, todas as coisas foram criadas por Ele e para Ele (Cl 01:16 – NVI), porém, muitas vezes, não estamos mais na mesma comunhão que tínhamos como antigamente, simplesmente deixamos de orar ou oramos de maneira “enlatada”, ou seja, a mesma coisa todo o tempo e todas as vezes. Ora, a oração não é um monólogo, mas um diálogo entre o Senhor e nós o tempo todo e em todas as situações, entretanto, alguns de nós, somente oramos quando a situação está complicada para o nosso lado, assim como o rei.
Quando Ezequias chorou, o Senhor viu nele um coração quebrantado e o mesmo serve para nós. Pode ser que o Senhor só nos ouça quando Ele enxergar um coração quebrantado. Então veio a palavra do SENHOR a Isaías, dizendo: Vai, e dize a Ezequias: Assim diz o SENHOR, o Deus de Davi teu pai: Ouvi a tua oração, e vi as tuas lágrimas; eis que acrescentarei aos teus dias quinze anos (Is 38:04-05).
Mesmo diante de uma situação como a do rei Ezequias, o Senhor transformou a maldição em benção. Não que a morte seja maldição, ao contrário, se somos Filhos de Deus e guardamos a Sua Palavra, nunca veremos a morte (Jo 08:51), mas para Ezequias a maldição seria perder seu reino para os assírios.
Deus transforma a maldição dessa doença que estamos enfrentado em benção. Agora, não significa que Ele acrescentará mais quinze anos a todas as pessoas, mas que a benção chegará isso é uma certeza. Não devemos nos revoltar contra a nada que nos esteja acontecendo, pois sabemos que Deus age em todas as coisas para o bem daqueles que o amam, dos que foram chamados de acordo com o seu propósito (Rm 08:28 – NVI). Além do mais, Paulo diz algo que fundamenta mais esse entendimento quando diz: “Quero que saibam, irmãos, que aquilo que me aconteceu tem antes servido para o progresso do evangelho” (Fp 01:12 – NVI).
Logo, o Senhor transforma maldição em benção, porém, se voltarmos ao finalzinho do terceiro parágrafo dessa mensagem, veremos que para que isso aconteça, tem algo fundamental que deve ser observado. Quando o povo ouviu essa Lei, excluiu de Israel todos que eram de ascendência estrangeira (Ne 13:03 – NVI).
Para que a maldição seja transformada em benção, tudo o que é estrangeiro, elemento misto à Palavra de Deus deve ser excluído (tirado, deixado de lado, abandonado), tal qual ao ódio, o ressentimento, o desejo de vingança, a desonestidade, um desejo proibido, uma fantasia, algo que fazemos e que está em desacordo com a Palavra, etc. Sem isso a maldição continuará sendo maldição. Esse é o momento para cada um se examinar (I Co 11:28) e verificar se algo desse tipo está impedindo a maldição virar uma benção em nossas vidas. Se esse for o nosso caso, joguemos isso fora, pois só assim o Senhor poderá cumprir Sua Promessa a nós. Muito obrigado Senhor por essa Palavra de Fé. Amém Senhor Jesus!