quinta-feira, 4 de agosto de 2011

É VOCÊ QUEM VAI SALVAR SEU FILHO?


EvangelisticaComo pai e conselheiro de pais, tenho observado as muitas maneiras em que temos impedido o progresso e maturidade dos nossos filhos. E uma delas é quando tentamos salvá-los cada vez que se metem em problemas.


Um pai que eu estava aconselhando recentemente estava tendo um problema com a sua filha de 24 anos. Ela ainda vive com a mãe, recusa-se a procurar trabalho, não quer terminar os estudos – basicamente vive ás custas da mãe, que trabalha bastante e mal consegue pagar as contas de casa. Além de ainda viver com a mãe e não querer ajudar com as contas, quer que a mãe lhe dê dinheiro para cigarros, bebida, e quando sai com seus amigos.


De vez em quando, sua filha se mete em problemas — ou porque precisa de dinheiro para alguma coisa e não o tem, ou porque pediu dinheiro emprestado de alguém e agora está sob pressão para pagar de volta. Seja qual for o caso, o que normalmente acontece é que ela corre para a mãe e diz: "Preciso de dinheiro para..." Daí sua mãe, entre choros e sermões, termina sempre por socorrê-la. Esse é o tipo de mãe e pai que eu chamo de “salvadores” de seus filhos. Eles pensam que se não livrar o filho dos problemas, algo terrível poderá lhe acontecer.


Todo o pai têm um instinto de salvador. É muito natural querer que seu filho esteja bem e seguro. A diferença é que os bons pais aprendem a não livrar seus filhos de toda e qualquer enrascada em que eles se metem. Eles entendem que uma das lições de vida mais eficazes que podem dar a seus filhos é deixá-los fracassar e enfrentar as consequências de seus atos de vez em quando.


Se você tem cometido este erro, desista de ser o salvador de seus filhos. O seu papel é ensiná-los o que é certo, e você mesmo viver o que você ensina (dar o exemplo). E o papel deles é segui-lo, para o próprio bem deles.


E se não o fazem, deixe que a vida lhes ensine a lição que eles não quiseram aprender de você.




Toda disciplina, com efeito, no momento não parece ser motivo de alegria, mas de tristeza; ao depois, entretanto, produz fruto pacífico aos que têm sido por ela exercitados. (Hebreus 12.11)

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